sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eu recuso a paciência, o boi morreu, eu recuso a esperança.
Eu me acho tão cansado em meu furor.

As águas apenas murmuram hostis, água vil mas turrona paulista

Que sobe e se espraia, levando as auroras represadas
Para o peito dos sofrimentos dos homens.

... e tudo é noite. Sob o arco admirável
Da Ponte das Bandeiras, morta, dissoluta, fraca,

Uma lágrima apenas, uma lágrima,
Eu sigo alga escusa nas águas do meu Tietê.
Mário de Andrade
30/11/1944 a 12/2/1945

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