É preciso encontrar poder que envolva mente e corpo . O
antídoto é o texto de Carlos Drummond de Andrade. A viagem por assim dizer que
faremos, essa aventura nossa neste texto
tem na preparação inicial a base para que a gente possa caminhar e
chegar a um ponto de referencia: o público, é nele que devemos chegar, ele é a
nossa meta, tudo que faremos será para alguém assistir, então priorizemos o
público. Já disse que ele nos delega um poder que devemos utilizar para bem do
espetáculo. Há uma química entre palco e plateia, uma sintonia de comunicação.
E temos a palavra , nossa referência,
nosso alvo também como foco de nossas inquietações. Teatro sem inquietude não
existe. Como técnica base é esse buscar entender e introspectar essa ideia do
que você vai falar. Que sentido faz pra você e que sentido estético tem no todo
da peça, alias responsabilidade de todos e principalmente da direção. A decisão é da direção. E no caso das palavras percebemos que
há palavras que tem quase que vida própria. Palavras que tem sons, palavras que
expressam ideias, sons que tem uma cadencia, uma métrica. As palavras não serão
ditas de qualquer jeito?. Você sugere sons e a direção os rege. Então que fique
claro em nós estes procedimentos técnicos. Que implica: Atenção, concentração,
escolha, decisão, permanência. Estudo, leitura e releitura do texto. Na intimidade as palavras encurtarão, alongarão,
entrecortar-se-ão, quebrarão, acelerarão e retardarão de acordo com essa
musicalidade que que a ideia do poema encerra. Qual o ambiente dele, qual o
propósito dele. O que diremos através do poema e de que maneira diremos. Tudo
faz parte de um propósito estético, de uma estética que começamos a buscar a
partir de agora. Com as leituras deste texto e o propósito de levá-lo ao
público.
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