Hoje em cena pudemos ver no primeiro jogo em duplas, Letícia
e Natália vizinhas numa conversa bem humorada, entrecortada a conversa pela
filha que do alto da laje ela chamava. Pude ver o pai já idoso que recebia de
Àgata a noticia de sua gravidez, como também pude ver o Marcos dar um show de
concentração e expressão, naquela casa estranha que o Renato acreditou ser.
Esses jovens são assim muito criativos se não, Carol e Fernando agora não me
lembro bem, mas caída no chão Vitória perdeu a oportunidade de falar alguma
coisa enquanto Bárbara se movia em cena com agilidade mas menos si, mais
controlada. Como também vi Luana e Camila na pensão como marido e mulher onde
Luana explorou o baianês divertido e a Camila o grosso da voz e o olhar sisudo
de marido nervoso, seus clientes a receber, a saber: Guilherme como um louco a
explodir frases, Marcos como o bêbado vomitando e chorando apoiado por Renato,
Carol e Fernando casal zen que empesteou tudo com incenso, e teve mais: Luana e
Camila como as periguetes a procura de confusão, dançantes e rebolantes igual
não vi não. Letícia menina com problemas apoiada pela avó que Natalia fez bem
feito. Bárbara a cega apoiada por Vitória, Carol a dona da pensão, lembro
também de Carol fazendo antes a médica que
morreu incendiada, e tudo isso eu vi
ali, num único ensaio onde do nada a galera criou, transformou, se transformou
explorando vozes diferentes, gestos diferentes, falas diferentes, investindo em
drama e humor, no puro prazer se sentir o que vem a ser interpretar, o que vem
a ser estar no palco.
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